sábado, 9 de outubro de 2010

John Lennon - Hoje, 09-10-2010 - 70 anos... remembering.



Bem, em edição extraordinária estamos fazendo um segundo post, pois lembramos que hoje o grande John Lennon estaria completando 70 anos, se aquele débil, assassino idiota, naquele fatídico dia 08 de Dezembro de 1980 não disparasse contra ele.

Falar sobre Lennon é literalmete "chover no molhado", por tudo o que ele fêz com os Beatles, por sua postura política, social e todo o seu legado cultural deixado para as futuras gerações.A sua história é digna de filmes. FilmeS mesmo!


Então, como uma espécie de Tributo à ele, sugerimos a audição meticulosa deste álbum duplo de 1972 - "Sometime in New York City", aqui contemplado em um CD simples. O meu vinil é duplo. O primeiro disco tem exatamente o conteúdo deste CD, que é a parte gravada em estúdio.O segundo disco do vinil duplo é um Show (ou parte dele) com as seguintes músicas: "Cold Turkey", "Don´t Worry Kyoko" e uma JAM Session gravada con Frank Zappae os 'Mothers Of Invention' com mais quatro músicas: "Well (Baby Please, Don´t Go)", "Jamrag", "Scumbag" e "Aü".



O disco abre com a emocional "Woman is the nigger of the World", a linha melódica do sax em sua introdução já nos faz oerceber que esta não é só mais uma música deste LP. Lennon canta com tão forte emoção que torna esta música um HINO! Um hino para tentar acordar nós homens para a importância das mulheres. Logo depois, Yoko canta "Sisters, O Sisters", nesta faixa ela conclama as "irmãs" à construção de um mundo novo, com o uso da sabedoria, visando a liberdade e o respeito às mulheres, mais uma vez com uma mãozinha de John. "Attica State" é a terceira música, um rock & roll que poderia até figurar no White Album dos Beatles, pesadinha, com um riff insinuante de slide guitar,´na verdade ela é uma convocação para que todos os cidadãos de NY (e do Mundo), se unam e lutem pelos direitos humanos. A letra aborda a rebelião da prisão Attica em NY (1971), que deixou um saldo de 43 mortos e convoca uma revolução pelos tais direitos humanos.A próxima "Born In A Prision" é uma outra melodia marcante, principalmente pelas partes de sax - intro e solo. Trata de uma constatação de que desde a época da escola, até a nossa morte, passando é lógico, por nossa existência vivendo neste sistema educacional... O lado 1 "fecha" com o rock & roll de primeira linha "New York City". É só aumentar e sair por aí dançando... Satisfação garantida!

Lado 2? Então vamos lá... "Sunday Bloody Sunday", não é aquela do U2, mas o tema é exatamente o mesmo. Concentrada no 'groove' do contrabaixo de Klaus Voormann a letra é extremamente ácida: "You anglo pigs and scotties/Sent to colonize the North/You wave your bloody Union Jack/And you know what it's worth!/How dare you hold to ransom/A people proud and free/Keep Ireland for the Irish/Put the English back to sea!", não é preciso dizer mais nada, certo? Na sequência vem "The Luck Of The Irish", uma canção, com uma batida bem marcada, que canta uma lamentação que complementa a música anterior. "John Sinclair" é um típico western que reinvindica a libertação do poeta, ativista pelos Direitos Civis e militante antiracista, que teve a sua prisão decretada em 1969 por porte e oferta de marijuana à um agente de narcóticos infiltrado. O grande "barato" desta música são as várias steel e dobro guitars fazendo a parte melódica e as insistentes convenções "Gotta" que na época até parecia que o disco estivesse arranhado. "Angela" é a penúltima música do disco é sobre Angela Davis, integrante do partido Panteras Negras, sobre a sua prisão, a perda de seu marido. Outra emocionante, bastante politizada e engajada música. Fechando o 'play' vem "We´re All Water", uma festa altamente divertida cantada por Yoko que prega que não exitem muitas diferenças entre nós, aliás muitas semelhanças em essência.

E como um presente para os reais admiradores de Mr. Lennon, a versão alternativa (outtakes) deste´GRANDE álbum!







QUE DEUS O TENHA JOHN WINSTON LENNON !! DESCANSE EM PAZ !!!




Chris Spedding - O "guia" da reunião dos escoteiros da guitarra!

( Chris Spedding - The "guide" of the Guitar Jamboree! )


Olá pessoal!


Estava 'louco' para postar algo de grande valor para vocês, então, ao levar Bimbo - nosso mascote, Fox Terrier - para o seu passeio matinal me veio à cabeça o seguinte refrão: "See the men that made music history at the Guitar Jamboree..."

E aí eu pensei: YES, Chris Spedding!

Sem dúvidas Chris Spedding será uma preciosidade para os que ainda não o conhece.

Mr. Spedding é um legítimo filho da 2a. Guerra Mundial. Nascido na Inglaterra em 1944, ele nem chegou a conhecer o seu pai, que faleceu em combate - era piloto graduado da Real Força Aérea Australiana. O seu nome de batismo era Peter Robinson, e aos três meses de idade ele foi adotado pelo casal Spedding que o rebatizou de Christopher Spedding. Desde cedo foi "empurrado" pelos pais para desenvolver suas habilidades musicais com violino(!!!???!!!). Nos idos de 1957 - bons tempos aqueles - à ele foi apresentado o Rock & Roll por meio dos 'desbravadores' Bill Halley, Buddy Holly, Elvis Presley, Gene Vincent e Eddie Cochran, o quê o fêz mudar totalmente a sua forma de tocar seu violino... e daí, mudou para a guitarra (Thanks GOD!!). Percorrendo o mesmo início de quase todos os músicos daquela época, tocou em várias pequenas Bandas, conheceu profundamente o Blues, tocou como músico de estúdio com muita gente muito boa, visitou também o Jazz. Em 1971 lança o seu primeiro trabalho 'solo', com influências de seus heróis do Rock e em 1975 foi convidado para participar do álbum conceitual "Peter and the Wolf", baseado na obra do músico clássico Prokofiev com uma "pá" de grandes músicos (ver tópico "Peter & Wolf" abaixo).


Em 1976 lança outro registro solo que contém fortes influências daquele pessoal Rocker do final dos 50, T. Rex, Dylan, e até passagens mais intimistas. Mas o GRANDE momento do LP é "Guitar Jamboree".


O quê se pensar quando se juntam Albert King, Chuck Berry, Jimi Hendrix, Pete Townshend, Keith Richards, Leslie West, Eric Clapton, Jimmy Page e Jeff Beck em uma só sessão, em uma só música e ... em uma só pessoa? Isto mesmo, não erramos! Chris lembra estes caras em rápidas passagens, seja em riffs ou trecho de seus solos, acentuando algumas e suas características e tônicas em rápidos flashes! Sem dúvidas uma grande homenagem à eles, e também um recado claro que mais um interessante guitarrista estava despontando, agora para o grande público.
 
Abaixo a letra desta grande número para vocês entenderem do quê se trata:

"See the men that made music history at the Guitar Jamboree

The Guitar Jamboree's in town
Musicians come from miles around
And everybody goes
To see their guitar heroes

Here's Albert King
He's playing his ?
No one can get within a mile of him
When he plays the blues

See the men that made music history at the Guitar Jamboree

Chuck Berry was here too with his famous duck walk
But that ain't all he can do 'cause he makes a guitar talk

See the men that made music history at the Guitar Jamboree

The night they still talk about
Was when Jimmy Hendrix played
Now, Jimmy will be sadly missed
For the sound he made

See the men that made music history at the Guitar Jamboree

Here they come, hear
Jack Bruce
Pete Townshend
Keith Richards
George Harrison
Here's Eric
Jimmy Page
Jeff Beck
Paul Kossoff
Leslie West
Dave Gilmour

Come on, it's the Guitar Jamboree
Everybody's here
All the guitar heroes
Let's hear it "

No decorrer dos anos Chris foi lançando alguns albuns com alguma irregularidade, dedicando grande parte de seu tempo (e criatividade) sendo músico de estúdio e Produtor (até os Sex Pistols -pasmem- ele produziu)!
 

"Peter and The Wolf"


Conheci este disco no final dos anos 70, achei legal e comprei para presentear ao meu filho (quando eu o tivesse). Muito, muito criativo, este material´mostra que tudo se pode no Rock & Roll! Sendo um álbum conceitual, quase uma 'peça de teatro' transportado para o vinil, olhem só o 'cast' desta Produção:
Narrator: Viv Stanshall
Peter: Manfred Mann
Bird: Gary Brooker
Duck: Chris Spedding, Gary Moore
Cat: Stephane Grappelli
Wolf: Eno
Pond: Keith Tippett
Grandfather: Jack Lancaster
Hunters: Jon Heisman, Bill Bruford, Cozy Powell, Phil Collins, Alvin Lee,
Robin Lumley, Julie Tippett and The English Chorale.

MUSICIANS:
Robin Lumley - piano
Julie Tippett, Bernie Frost - vocals
Manfred Mann, Gary Brooker, Eno - synthesizer
Pete Haywood - steel guitar
John Goodsall, Chris Spedding, Alvin Lee - guitar
Gary Moore - guitar on 2,3,5,7,9,10,17,20-22
Percy Jones, Andy Pyle, Dave Marquee - bass guitar
Cozy Powell - drums on 3,19
Phil Collins - drums
John Hiseman - snare drums
Bill Bruford - cymbals
Erika Michailenko - chimes
Stephane Grappelli, Henry Lowther, Jack Lancaster - violin
Produced by Jack Lancaster, Robin Lumley & Dennis McKay.
Recorded at Trident Studios,London.

Gente pouco conhecida? Façam este exercício... ;-)

 

Abaixo segue o que conseguimos garimpar aqui na NET sobre o cidadão:

Chris Spedding - 1971 - Backwood Progression
(*)Escolha o link do Megaupload

Chris Spedding - 1972 - Only Lick I Know

Chris Spedding - 1976 - Chris Spedding - part1
Chris Spedding - 1976 - Chris Spedding - part2

Chris Spedding - 1977 - Hurt!

Chris Spedding - 1980 - I'm Not Like Everybody Else

Chris Spedding - 1990 - Cafe Days-part1
Chris Spedding - 1990 - Cafe Days-part2



Chris Spedding - 1991 - Just Plug Him In!

Chris Spedding - 2002 - One Step Ahead Of The Blues-part1
Chris Spedding - 2002 - One Step Ahead Of The Blues-part2


Participações:

Peter and the Wolf (1975)
(*)Escolha o link do Megaupload

Robert Gordon And Chris Spedding - It s Now Or Never


Coletânea:

Chris Spedding - The Best Of Motor Bikin


quinta-feira, 30 de setembro de 2010

"BLOGcídio" - Longa Vida Aos Blogs e seus Bloggers !!

("BLOGcide" - Long Live Blogs and Bloggers!!)


Eu vinha engasgado durante algum tempo com este 'BLOGcídio' que estamos testemunhando por aí, mas hoje, depois de pelo menos mais de um ano, decidi escrever para um cara que tinha, o que considero um dos melhores BLOGs sobre o assunto, o Mason do 'Mason´s Pipe' –  ( http://masonspipe.blogspot.com/ ). Na esperança que ele 'reveja' os seus conceitos, e depois de tanto tempo - com a sua cabeça mais fria - espero vê-lo de volta à ativa, reconsiderando a sua posição, que entendo muito coerente na época. A verdade é que estamos perdendo, mais e mais, a nossa liberdade de expressão na NET! Sim, na Internet!


Talvez venhamos falar mais sobre este assunto no futuro, mas a verdade é que estes 'caras' que ganharam "as burras" de dinheiro com toda a rede de jornais, revistas, televisões e rádios, manipulando, moldando e fazendo uma censura velada a todas as informações que eles julguem "nocivas" a sua saúde financeira e a de suas instituições, querem fazer a utilização desta ferramenta tecnológica que é a Internet, como se fosse(m) seu(s) impresso(s), ou espaço(s) televisivo(s) ou radiofônico(s). Eles querem dominar mais esta forma de comunicação, que por si só, tem uma filosofia anárquica - afinal o quê é o roteamento de pacotes? -, e que nasceu e cresceu desta forma. Mais uma vez digo que temos de nos fundamentar na História, e lutar, lutar muito contra este sistema opressor desta meia dúzia de senhores que se acham acima de tudo e de todos. Não devemos e principalmente, não podemos deixar o Movimento Blogger, que é uma legítima ferramenta de amplificação de nossa Voz, Cultura e Expressão ser sufocado por estes “caras”... do tipo que em 1970 tinha uns 22 aninhos, e agora fica tentando a eleição mesmo tendo a sua “ficha suja” por Peculato e lavagem ou ocultação de bens, segundo Ação Penal 536, com data de autuação: 13/05/2010 (http://www.visaopanoramica.com/2010/06/09/ficha-limpa-ficha-suja-e-os-novos-candidatos/).


Abaixo segue o meu comentário - desabafo - ao nobre colega Blogger Mason:

‘ Mason, realmente uma pena! Comungo dos mesmos pensamentos seus quando você diz: "Por não aceitar este tipo de manifestação contrária à liberdade de expressar opinião e divulgar, sem fins lucrativos, música e cultura..." e também "... acompanhar a continuação da divulgação de minha coleção particular de discos..."!! Tudo correto, em minha opinião! Apenas não concordo de você "se privar" e também, "nos privar" de seus comentários altamente pertinentes sobre estes registros históricos. Se você der um lida no nosso Blog (salada-rock.blogspot.com), você verá alguns tópicos relacionados a este tema! Vamos resistir! Temos de resistir com o Movimento Blog ´n´ Roll, não podemos deixá-lo morrer! Penso que para cada Blog sobre o assunto fechado, outros tantos deveriam nascer! De certa forma, acredito ser esta, mais uma forma (talvez mais atual), de resistência, revolução, inconformismo e luta contra este sistema vil, onde tentam manipular os gostos das novas gerações em prol do enriquecimento de poucos e emburrecimento de muitos! Volta Mason, você é uma das peças fundamentais deste Movimento que nasceu e cresceu de forma espontânea esta nova forma de mídia que é a Internet! Vamos à luta! Como já disse o GRANDE Ronnie James Dio - "Stand up and Shout" - Em nosso caso, pela Cultura, Liberdade e Rock´n´Roll! Pensa aí...

E retorna!"

domingo, 26 de setembro de 2010

Thin Lizzy: (PRO)Fusão de estilos desembocando no Hard & Heavy!!!



(Thin Lizzy: (PRO) fusion of styles flowing into the Hard & Heavy!)


O quê se esperar de um trio formado na Irlanda, cujo o seu líder tem "um quê" de sangue Brasileiro?
Lembram-se de Rory Gallagher? Da Irlanda Folk? Do cenário de Blues e rock´n´roll vindos dos anos anteriores a 1969?
Pois é, esta é a fusão a qual nos referimos no título. Em meados dos anos 70, fui, (fomos), brindados com os lançamentos dos discos do Thin Lizzy por aqui na "terrinha" (leia-se , hoje, o nosso GRANDIOSO Brasil!)!!!!!
O Thin Lizzy, formado nos idos de 1969 por Phil Lynott (contrabaixo e vocais), Brian Downey (bateria) e Eric Bell (guitarras). Reza a Mitologia do Rock & Roll que o pai de Phil, chamado Cecil, era brasileiro e sua mãe irlandesa....


 Seus dois primeiros discos têm uma forte influência da música Folk e de Blues inglês, e a partir de seu terceiro álbum eles se tornam mais pesados, e a partir daí conseguem um grande conceito não só junto ao público rocker, mas também a outras bandas e músicos. Foi mais ou menos nesta época que Gary Moore, amigo de Lynott (desde os tempos do antigo e original Skid Row, não o americano dos anos 80!!), substitui temporariamente Eric Bell, até a entrada dos excelentes guitarristas Scott Gorham e Brian “Robbo” Robertson. Com esta formação clássica fizeram grandes, grandes discos! E um cem número de músicas que iam de uma ingênua suavidade, ao mais bruto Rock & Roll. De épicas, às mais pesadas e influentes músicas para as Bandas Hard & Heavies que viriam nas décadas seguintes.


'Still in love with you' - com um incrível solo e com uma “pitada” de Brasil em seu final -, 'Rosalie' – altamente contagiante e com um pedal wah-wah extremamente técnico no solo - , 'Fighting my way back' – com um trabalho de contrabaixo altamente convincente, uma marcação forte de bateria fazendo a “levada” da música, outro solo intrigante, um refrão marcante e uma guitarra de fundo bem disco (!!!???) - , 'Jailbreak' – riff instigante, outra interpretação fantástica de Phil e outro refrão arrasador -, 'The boys are back in town' – e alguém aí falou em uma marcação forte de bateria fazendo a “levada” da música, riff instigante, outra interpretação fantástica de Phil e outro refrão arrasador ?? Ah, ia me esquecendo da harmoniosa convivência das guitarras gêmeas - , 'Cowboy song' – esta só vocês ouvindo... uma obra de arte destes irlandeses - , 'Emerald' – Arrasador tema épico, excelentes convenções, as guitarras “falando” alto e uma incrível marcação de contrabaixo nos solos - , 'Don't believe a word' – perfeita! Um hino! - , “Bad reputation”, “Southbound”, “Dancing in the moonlight”, só são para mencionar alguns petardos daquela fase que termina com o magnífico disco ao vivo de 1978 - “Live & Dangerous”, sem sombra de dúvidas um dos maiores discos ao vivo de toda a História do Rock & Roll!!


Para o próximo disco, Black Rose, Gary Moore é de novo recrutado, desta vez para substituir Brian Robertson que já não estava mais em sintonia com a Banda devido ao uso abusivo de drogas e de sua índole um tanto quanto violenta – Robbo se envolvia em muitas brigas, o que lhe custou um dedo quebrado e a impossibilidade de tocar por uns tempos. Podemos destacar deste álbum as excelentes “Waiting for an alibi” e a faixa que empresta parte ao título “Roisin dubh (black rose) a rock legend”.


É a vez de Snowy White, outro excelente guitarrista substituir o fiel Moore, e com ele o Thin Lizzy produz mais dois álbuns e entre eles o excelente (na minha opinião) 'Renegade', com faixas explosivas como “Angel of death” - que fala sobre Joseph Mengele, “Renegade”, “The pleasure will blow” e “Leave this town” definitivamente formam um dos mais brilhantes 'LADO A' da história dos Lps, somente comparável a algumas pérolas que iremos abordar mais tarde.


Snowy sai da Banda em 81 é quando entra a jovem promessa da guitarra, vindo do Tygers Of Pan-Tang, John Sykes!! Com ele, Lynott e sua gang gravam o poderosíssimo e pesadíssimo 'Thunder and Lightining', um disco com um 'sangue renovado' pela presença agressiva de Sykes, que empurrava a Banda para frente...


Em 1983, com um Lynott totalmente envolvido com sua luta contra as drogas a Banda faz a sua “Farewell Tour” e registra no excelente álbum duplo “Live Life”, que todos os guitarristas anteriores participam, com exceção de Snowy.


Em 4 de Janeiro de 1986, infelizmente falece mais um gênio do Rock & Roll. Morre Phil Lynott decorrente de problemas com o uso de drogas. Até hoje John Sykes se reúne com antigos membros do Thin Lizzy e faz Shows em homenagem à memória de Phil.


Que DEUS o tenha!


 Agora, a nossa grande surpresa para vocês que freqüentam o nosso BLOG: “Funky Junction – Play a Tribute to Deep Purple”, lançado em 1973, Phil Lynott, Brian Downey e Eric Bell juntaram-se, por necessidade financeira ao tecladista e vocalista da banda irlandesa Elmer Fudd, e tocam uma versão instrumental de “The House of The Rising Sun” chamada simplesmente “Sun”, e mais “Fireball”, “Black Night”, “Strange Kind Of Woman”, “Hush” e “Speed King”, todas do Purple, divirtam-se com os links abaixo!!!


Discografia do Thin Lizzy:

1971- Thin Lizzy
1972- Shades Of A Blue Orphanage
1973- Funky Junction (Thin Lizzy) - Play A Tribute To Deep Purple.rar
1973- Vagabonds of the Western World
1974- Night Life 
1975- Fighting
1975- UK Tour 75-cd1
1975- UK Tour 75-cd2
1976- Jailbreak
1977- Johnny the fox
1977- Live At The Tower Theater (Philadelphia, PA – 10-26-1977)-cd1
1977- Live At The Tower Theater (Philadelphia, PA – 10-26-1977)-cd2
1978- Bad Reputation
1978- Live & Dangerous
1979- Black Rose
1980- Chinatown
1981- Renegade
1981- Renegade Tour ‘81-cd1
1981- Renegade Tour ‘81-cd2
1983- Thunder & Lightning
1983- Live Life-cd1
1983- Live Life-cd2
(*) - DICA de Vestibular: Para os arquivos referenciados pelo Sharebee, deêm preferência pelos links Megauploads.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Crucis: Uma raríssima jóia do Rock Progressivo !!!

Primeiro, e antes de tudo, como vamos abordar uma peça do GRANDE Rock Progressivo, aqui se faz necessário uma pequena DICA, que espero lhes seja útil. Procure ouvir qualquer faixa de qualquer Banda Progressiva relaxado, concentrado no som que você está ouvindo, e se possível em um ambiente propício para os diversos "mundos" que este tipo de som lhes levará. EU costumo ouvir com headphones e no silêncio de um local escuro. Bem, isto é só uma dica. Pode ser que dê certo com vocês também, e lhes ajudem a entender um pouco deste estilo mais complexo de Rock, às vezes barroco, às vezes sinfônico, ou simplesmente uma viagem psicodélica... Bem ... e lá vamos nós...

O cenário é Argentina em 1977, quatro excelentes músicos - um deles uruguaio - se reúnem pela segunda vez em um estúdio, e desta, para fazer uma jóia rara do Rock Progressivo Latino-americano e porque não dizer, Mundial?

A Banda é o Crucis, e o álbum se chama: "Los Delírios Del Mariscal", um clássico do gênero, quase que desconhecido pelas novas gerações rockers, e que apresenta aos amantes do Progressivo uma excelente Banda que vai das influências do Pink Floyd ao Jazz... Com certeza ALTAMENTE RECOMENDADO !!!

Em sua formação o Crucis contava com Gonzalo Farrugia, o uruguaio e baterista . Ele traz consigo uma forte influência jazzística conferida pela sonoridade tipo "lata" de seu instrumento. Junto com o contrabaixista Gustavo Montesano, dono um grande domínio de seu instrumento formam uma "cozinha rítmica" bastante coesa! Aníbal Kerpel é o tecladista "mezzo" Wright", "mezzo" Wakeman, e durante a audição deste registro vocês entenderão o que estou querendo dizer. Entre Moogs, Hammonds e outros tantos teclados Kerpel faz a "parede harmônica" que o Crucis necessita. E finalmente, para a mim, a Grande sensação e surpresa deste Álbum, o jovem guitarrista Pino Marrone. Marrone é considerado por nossos 'hermanos' como um de seus heróis da guitarra! Dono de uma técnica altamente apurada, extremamente melódico, muito ágil e com uma sonoridade "Gilmour-Santana-Jazz" Pino realmente mostra um enorme talento!

O disco tem apenas quatro faixas, a primeira é a única cantada no álbum, "No Me Separen De Mi", traz o vocal do baixista Gustavo, 'en español' (???!!??)... Hmmm... estranho.... mas até o refrão entrar, e a música logo depois passar a ser um tema altamente contagiante pela "levada" de Gonzalo na batera, e assim vamos até um final cheio de convenções... no mínimo interessante!

A segunda faixa é a 'ultra-viajante' e jazzística "Los Delírios Del Mariscal", que dá título à obra. Fantástico tema! Quem gosta da linha Progressiva vai amar esta música! São 10 minutos que a Banda lhe leva a cenários incríveis, basta para tanto fecharmos os olhos e deixarmos o som 'entrar'... Nesta música além do tema da introdução iremos encontrar uma influência escancarada do Pink Floyd, não só nas harmonizações de Kerpel, mas na guitarra "Gilmoriana" do competentíssimoo Pino. Sentimento, técnica e destreza... excelente solo e mais um surpreendente final! Dez, nota dez!! E assim encerra-se o lado A do disco. Oppppssss, e segue-se a audição do CD. Desculpe o meu ato falho, rsrsrsrs.

A terceira é "Pollo Frito", tema escrito pelo guitarrista e por aí voces já podem imaginar o que está por vir. Tendo como introdução um curto solo de bateria a música segue em uma "pegada" Jazz-Rock, até encontrarmos uma passagem típicamente progressiva 'A La Genesis' para depois nos depararmos com uma quebra de rítmo por um solo no início altamente sentimental, que depois força a Banda retomar a sua pegada Jazzística, até um inesperado duelo - teclado e guitarra, com um baterista ditando uma dinâmica rítmica riquíssima até a convenção final! Sem dúvidas outra preciosidade!
O último capítulo desta poderosa e rica 'viagem' é um exemplo de competência, "Abismo Terrenal". Desde o início Pino e seus amigos dizem para quê vieram. Um tema absolutamente forte e instigante! Você pode até se imaginar em uma estrada em um conversível, a alguns quilômetros por hora, com um enorme vento em seu rosto! Nesta faixa a Banda mostra todo o seu virtuosismo, com direito a solos individuais de seus membros e mais influências 'Floydianas' ! Sem mais, agora é só vocês ouvirem para saber do quê estou falando e poderem, vocês mesmos criarem os seus roteiros e cenários para as suas futuras viagens com esta magnífica Banda que nos deixou esta preciosidade como seu legado!






quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Rory Gallagher - De Mestre do Blues a Guitar Hero, vocês escolhem!


14 de Junho de 1995 é mais uma data triste para o cenário do Rock & Roll Mundial. Neste dia, falecia de infecção hospitalar um dos maiores guitarristas que o Mundo já viu (e para variar o Blues e o Rock produziram) - William Rory Gallagher.


Nascido na Irlanda, Rory foi o responsável direto por abrir as portas para artistas como Gary Moore, U2, The Corrs, entre outros irlandeses. Antes, por aquelas bandas só se tocava música céltica e folk (se lembram que o Led Zeppelin foi para a Irlanda para gravar o seu terceiro álbum e este veio com uma enorme influência folk?).


Pois é por sua técnica, por seu sentimento, por sua energia que Rory seguramente figura e sempre irá figurar entre os GRANDES Mestres da Guitarra! Estes tres elementos, que em uma audição um pouco mais apurada vocês notarão, elevam Mr. Rory Gallagher ao patamar dos imortais deste instrumento!


Ouçam com atenção: "Laundromat", "Bulfrog Blues", "Walk On Hot Coals", "Tattoo'd Lady", "Who's That Coming", "A Million Miles Away", "Let Me In", " Lost At Sea", "Moonchild", "Shadow Play" que são só algumas 'master pieces' deste HERÓI da Guitarra!! Existem mais outras tantas, mas sinceramente não terminaria de escrevê-las hoje...


Este post não só é dedicado à memória de Mr. Gallagher, mas também à memória de outro BLOG co-irmão que se foi: Blog Rock And Roll - Music, Discography, - http://rockandroll.blogspot.com/2010/01/rory-gallagher-discografia.html .


Normalmente não faço isto, pois gosto de comentar as obras diante de minha percepção, mas como forma de homenageá-los, colocamos aqui os links para a discografia de Rory Gallagher, extraída de outros BLOGs co-irmãos! Todos os links foram pessoalmente conferidos e estão wm pleno funcionamento até a data deste post.
Boa Sorte!


Discografia de Rory Gallagher :

- Rory Gallagher (1971)

- Deuce (1971)


Amém!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Rock in Rio 1985 - Iron Maiden ... superb!!!



Parece que foi ontem! Mas já se passaram 25 anos daquela data. O dia era 11 de Janeiro de 1985. Estava começando ali o que seria um equivalente do Woodstock para o público brasileiro: O Rock In Rio I. Com presenças fantásticas (e inacreditáveis na época), o grande empresário Roberto Medina conseguia, sem dúvidas, entrar de uma forma definitiva para a história dos mega-eventos que este País já viu algum dia! No "cast" tinha muita gente boa, muita gente mais ou menos e muita gente que também não tinha algo haver com o movimento, mas fazer o quê? O importante é que execlentes Bandas como a do Grande Ozzy Osbourne, o Whitesnake de David Coverdale, o Scorpions, o AC/DC, o Queen, o Yes e é lógico, o Iron Maiden estariam se apresentando aqui, em nossas terras Tupiniquins... simplesmente um sonho!
Bem, mas este post se propõe não a abordar o Festival em si, mas a apresentação do Iron Maiden naquela sexta-feira.
E agora tenho que me "confessar" para vocês: - SIM, eu não fui para o Rock In Rio I... mas esta história fica para outra ocasião...
Retornando...
Após a simples, mas ESPETACULAR apresentação do Whitesnake, houve um grande intervalo para quê o Iron adentrasse ao palco do Rock in Rio. Não me lembro ao certo, mas o tempo foi o suficiente para quê o público de aproximadamente 200.000 pessoas gritassem chamando a grande atração: Iron, Iron, Iron ... hehehe.. e como foi divertido ver os repórteres de "campo" da Globo, sem o menor conhecimento do quê estava acontecendo, temendo "pelo pior", uma rebelião em massa contra os atrasados Maidens... um caos no primeiro Festival de Rock do país! A certo momento, me lembro de uma repórter com um semblente assustado dizendo: "Bem, o Iron Maiden está demorando um pouco para entrar no palco, o público está inquieto e agitado, mas tenho a certeza de quê quando o Iron Maiden entrar no palco o público vai recebê-los de braços abertos e com todo o calor humano do povo Carioca e Brasileiro!" ... E logo que ela acabou de dramatizar, ouve-se a voz de Winston Churchill anunciando o que seria a entrada da "arrasa quarteirão" - 'Aces High'!
Engraçado como a Globo queria se envolver, dar aulas de Rock (com o seu "Minuto do Rock"), mas tinha um certo receio do quê eles chegaram a chamar de "Torcida dos Metalairos"...afff.... melhor nem comentar!
Aliás, para que vocês saibam, e possam ter o gostinho de viver um pouco só quê estou falando, depois sigam este link:
http://g1.globo.com/Noticias/Musica/0,,MUL1439992-7085,00-VEJA+VIDEOS+HISTORICOS+DO+ROCK+IN+RIO+DE.html
Mas retornando ao show do Maiden, o palco estava todo apagado quando Churchill iniciava o trecho do seu discurso à Nação quando,sua explosão de som e luzes iluminam o palco nos primeiros acordes potentes de 'Aces High', e o quê se vê é uma Banda com um apetite tremendo! Muita movimentação de palco e um McBrain escondido atrás de sua enorme bateria... MEU DEUS, ELES também estão aqui no Brasil! A ficha só caiu quando ouvi o Bruce dizendo: "Boa Noite Brazil!" - "Rio de Janeiro!!"
'Aces High' é simplesmente m-a-t-a-d-o-r-a, para qualquer início de Show! Cozinha rítmica impecável a uma velocidade estonteante e um conjunto solos coetantes! A Banda definitivamente estava afiada...
E para 'Two Minutes ...' foi realmente emocionante ver a massa Brasileira cantando com eles, e até obrigando Bruce a falar: " Cantem comigo" - em portugues depois do primeiro refrão ... E que riff é este? E ei, Steve, calma aí no baixo! O arranjo desta música é fabuloso, olha a quebra de ritmo que o Adrian trás para acalmar os nervos...e logo depois....B-A-L-A, a Banda segue no mesmo pique!! L-I-V-E!! "Cantem comigo-Two minutes ..." ...
Magnífico!
"Boa Noite, Brazil, Rio de Janeiro, Rock In Rio ..." e vamos nós de 'The Trooper' ! Muita porrada sonora! "All Right!"... percebam as guitarras gêmeas... e a base que Adrian e Dave fazem para a "cozinha" - baixo-bateria ... E Bruce reclama do quê?
A próxima é ´'Revelations' também do disco 'Piece Of Mind', como a anterior. Notem, para os que conhecem, (já ouviram, ou se lembram), a semelhança com que Bruce Dickinson instiga o público brasileiro a cantar com a Banda, quase da mesma forma como Ian Gillan em 1972, no disco 'Made in Japan' .... é Amigos, influência é de certo "influenza", hehehehe... No enytento, este é o momento mais dramático da apresentação do Maiden. Bruce pega uma guitarra nesta música para fazer, digamos, uma "base", quando de repente, em sua 'mis en scene', ele toca a mesma em seu suoercílio...e aparece em seguida no palco, exetamente na parte lenta, sangrando... Como disse a Globo na época: "Sangue ou encenação?"
Mas o fato é que isto em nada faz com que a música se perca, ou perca o seu valor! O Show segue a MIL....
"Scream for me Brazil..." .... 'The Flight Of The Icarus'... Perfeita! Dave e Adrian trocando "farpas solísticas" - Deus!!! Isto existe??? - Ah, vocês entendem!
E o Show segue ´a fantástica 'Rime Of The Ancient Mariner' - e o prodessor de História vai "dissecando" a Matéria ... Mas, que Banda é esta? A cada minuto você se pergunta... E chega 'Powerslave' ... E quantas vezes eu vou ficar usando a palavra "perfeita"? Tá bom! Bruce "perdeu o tempo" tentando apagar uma chamazinha vagabunda - que talvez pudesse queinar todo o palco...vá saber? O cara é o piloto do Boeing do Iron ... Mas que música! Quantas fases... E os solos...Hmmmm....O Harris dispensa qualquer comentário... Marcação e solos demonstrando TODA a sua virtuose!
GOD BLESS Steve Harris!
E aí vem Dave Murray, com uma ajudazinha se Mr. McBrain! Solo individual! Devo confessar que preferi o de John 'James' Sykes da apresentação da Banda anterior - Whitesnake! Mas, "mandou muito bem Murray!"
Na sequência a mortal - 'The Number Of The Beast" - o quê dizer ?????
Público em êxtase...e tome-lhe porrada! E o todo o Rock In Rio daquele dia canta com a Banda: "Six,six,six...".
'Hallowed by the Name', e para o desespero dos quê estavam vendo em casa, ao vivo, e gravando em seus video-cassetes e fitas cassete - COMO EU - Buááááá.... sobem os créditos da Rede Globo de Televisão...( Para os que forem 'raciados' com o Luciano Burti - aquele que ouve o "inaudível" rádio da Fórmula 1 e consegue passar algo para o Glavão (aarrrgghhhhhh), vão perceber Bruce falando algo com alguém, e o microfone captando e passando para os P.A.'s...hehehehe, divertido!
Bem, dispensável dizer que para nós mortais, "the show is over" - como diria o The Who, - O Show acabou.
Mas dias depois a "madrinha" disponibilizou uma sequêncinha... com 'Run To The Hills' e 'Running Free' ...
Depois, soubemos pelos que viram esta apotótica apresentação que 'Sanctuary' fechou a apresentação.
Bem, não me senti no direito de comentar estas últimas por quê não estava na pressão do dia em que os vi - ao vivo!

Então, siga o (*) abaixo da foto para fazer o down....

Sejam felizes e até a próxima!


(*)
Rápido, alguns links podem já estar sendo eliminados exatamente agora, façam o DOWN!
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